sábado, 16 de fevereiro de 2013

“A Culpa é Das Estrelas.”, de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.



A Culpa é das Estrelas, de John Green, é de longe um dos livros mais lindos que já li. Ele conta a história de Hazel, de 16 anos, diagnosticada aos 13 anos em estado terminal de um câncer de tireoide com metástase nos pulmões e de Augustus, 17 anos, SEC há um ano e meio.
Juntos eles vivem o melhor de suas vidas hoje. Compartilham o amor por um livro chamado ‘Uma Aflição Imperial’ de Peter Van Houten, que surpreendentemente acaba no meio de uma frase, o que os leva a fazer uma viagem para a Holanda onde reside o escritor em busca de respostas sobre o livro. A viagem se revela diferente do esperado, mas nem tão pouco menos emocionante.
“Às vezes um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como Uma Aflição Imperial, do qual você não consegue falar - tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.”
Compartilharam um belo amor entre si, não um amor fantasioso e meloso, mas um amor real, verdadeiro, com dificuldades. Não eram nem de longe perfeitos, mas entendiam e amavam um ao outro como ninguém jamais os fariam.
“Ele não era perfeito nem nada. Ele não era um príncipe encantado de contos de fadas, e tal. Tentava ser assim às vezes, mas eu gostava mais dele quando essas coisas desapareciam.”
A culpa, em alguns casos, é realmente das estrelas (ou do destino se preferir). Existem coisas que não podemos controlar.
Como Markus Zasuk, autor de A Menina Que Roubava Livros, diz em sua crítica ao livro: você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais.
“Não dá pra escolher se você vai ou não se ferir na vida, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que Hazel aceite as dela.”
Para acabar com o suspense: ela aceita suas escolhas.


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