A Culpa é das Estrelas, de John Green, é
de longe um dos livros mais lindos que já li. Ele conta a história de Hazel, de
16 anos, diagnosticada aos 13 anos em estado terminal de um câncer de tireoide
com metástase nos pulmões e de Augustus, 17 anos, SEC há um ano e meio.
Juntos eles
vivem o melhor de suas vidas hoje. Compartilham o amor por um livro chamado ‘Uma Aflição Imperial’ de Peter Van
Houten, que surpreendentemente acaba no meio de uma frase, o que os leva a
fazer uma viagem para a Holanda onde reside o escritor em busca de respostas
sobre o livro. A viagem se revela diferente do esperado, mas nem tão pouco
menos emocionante.
“Às vezes um
livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que
esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que,
todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como Uma Aflição Imperial, do qual você não consegue falar - tão
especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece
traição.”
Compartilharam
um belo amor entre si, não um amor fantasioso e meloso, mas um amor real,
verdadeiro, com dificuldades. Não eram nem de longe perfeitos, mas entendiam e
amavam um ao outro como ninguém jamais os fariam.
“Ele não era
perfeito nem nada. Ele não era um príncipe encantado de contos de fadas, e tal.
Tentava ser assim às vezes, mas eu gostava mais dele quando essas coisas
desapareciam.”
A culpa, em
alguns casos, é realmente das estrelas (ou do destino se preferir). Existem
coisas que não podemos controlar.
Como Markus
Zasuk, autor de A Menina Que Roubava
Livros, diz em sua crítica ao livro: você vai rir, vai chorar e ainda vai
querer mais.
“Não dá pra
escolher se você vai ou não se ferir na vida, meu velho, mas é possível
escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que Hazel
aceite as dela.”


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