“Estar encurralado entre o desejo de viver sua vida e fugir dela o
coloca num novo caminho através de um território inexplorado.”
Charlie é um
garoto típico, tímido, inteligente, gosta de ler, dedicado a escola, com poucos
– porém, bons amigos -, com alguns e suficientes problemas, é invisível,
observador, Charlie está no primeiro ano do colegial, descobrindo coisas novas
(sexo, drogas e rock’n’roll) e tentando participar de sua própria vida. O livro
é uma reunião de cartas para um amigo que não é identificado, todos os nomes
nelas citados são fictícios.
Durante
o decorrer do livro ele faz três bons amigos: Sam, Patrick e Bill, seu
professor de inglês que lhe dá livros para que ele leia e faça trabalhos sobre
eles e com quem divide algumas coisas que ocorrem em sua vida. Com Sam e
Patrick ele vive e descobre muitas coisas, vive seus melhores momentos,
construindo suas melhores lembranças, sentindo-se infinitos.
Com seu amigo
oculto ele compartilha tudo o que acontece em sua vida, de seus amigos e de sua
família. Cita muito o nome de sua tia Helen, que sofreu abusos, de quem ele
sente falta.
“Não há nada como a respiração profunda
depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas
razões certas.”
É
impressionante como quando estamos com amigos queridos em uma situação comum se
torna tão especial de forma que nunca será esquecida, por mais comum que ela
seja, e Charlie consegue descrever isso perfeitamente.
“Eu sei que tem pessoas que dizem que essas
coisas não acontecem, e que isso serão apenas histórias um dia. Mas agora nós
estamos vivos. E nesse momento, eu juro. Nós somos infinitos.”
Identifiquei-me
bastante em muitas partes do livro com o Charlie.
“É duro ver um amigo sofrendo tanto.
Especialmente quando você nada pode fazer, a não ser ‘estar lá’. Queria fazer
com que ele parasse de sofrer, mas não posso.”
Aprendi que
não tem problema em sentir as coisas e ser quem você é, que as pessoas aceitam
o amor que acham que merecem, que você tem que fazer o que sente que é certo.
Também tive várias dicas de música e livros com o Charlie. É um livro
maravilho de ler, fácil e envolvente.
“Fico fascinado em ver como as pessoas se
amam, mas não gostam realmente umas das outras.”


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