sábado, 2 de março de 2013

“As Vantagens de Ser Invisível”, de Stephen Chbosky.


“Estar encurralado entre o desejo de viver sua vida e fugir dela o coloca num novo caminho através de um território inexplorado.”
Charlie é um garoto típico, tímido, inteligente, gosta de ler, dedicado a escola, com poucos – porém, bons amigos -, com alguns e suficientes problemas, é invisível, observador, Charlie está no primeiro ano do colegial, descobrindo coisas novas (sexo, drogas e rock’n’roll) e tentando participar de sua própria vida. O livro é uma reunião de cartas para um amigo que não é identificado, todos os nomes nelas citados são fictícios.
            Durante o decorrer do livro ele faz três bons amigos: Sam, Patrick e Bill, seu professor de inglês que lhe dá livros para que ele leia e faça trabalhos sobre eles e com quem divide algumas coisas que ocorrem em sua vida. Com Sam e Patrick ele vive e descobre muitas coisas, vive seus melhores momentos, construindo suas melhores lembranças, sentindo-se infinitos.
Com seu amigo oculto ele compartilha tudo o que acontece em sua vida, de seus amigos e de sua família. Cita muito o nome de sua tia Helen, que sofreu abusos, de quem ele sente falta.
“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas.”
É impressionante como quando estamos com amigos queridos em uma situação comum se torna tão especial de forma que nunca será esquecida, por mais comum que ela seja, e Charlie consegue descrever isso perfeitamente.
“Eu sei que tem pessoas que dizem que essas coisas não acontecem, e que isso serão apenas histórias um dia. Mas agora nós estamos vivos. E nesse momento, eu juro. Nós somos infinitos.”
Identifiquei-me bastante em muitas partes do livro com o Charlie.
“É duro ver um amigo sofrendo tanto. Especialmente quando você nada pode fazer, a não ser ‘estar lá’. Queria fazer com que ele parasse de sofrer, mas não posso.”
Aprendi que não tem problema em sentir as coisas e ser quem você é, que as pessoas aceitam o amor que acham que merecem, que você tem que fazer o que sente que é certo. Também tive várias dicas de música e livros com o Charlie. É um livro maravilho de ler, fácil e envolvente.
“Fico fascinado em ver como as pessoas se amam, mas não gostam realmente umas das outras.”

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